Capítulo 2 – Festa na cabana.

“Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa.” – Platão, filósofo e matemático grego.

ERA NOITE EM LONGAMÍNIS e os flocos de cristais de gelo caíam devagarinho até encostarem no chão coberto de neve. Um garoto estava sentado na margem de um lago congelado, seu cabelo era seco e desgrenhado e parecia ser a pessoa mais triste que havia na floresta. Não era porque estava sozinho nem pelo seu rosto compenetrado num pensamento muito distante dali, mas estava triste porque sua fisionomia era simplesmente daquela forma. Thomas, abraçando os joelhos, lembrava-se de como sua vida havia mudado de uns tempos para lá, e se fosse fazer as contas de quanto tempo se passara desde que se descobriu aqualaeste, teria resultado de mais ou menos seis meses.

Aquele lago na sua frente era o famoso Lago Waltz, que era mais conhecido como O Lago dos Desejos. O garoto olhava para o gelo na superfície, que prendia a água embaixo. Thomas queria mais que tudo poder nadar ali, poder mergulhar e sentir um desejo se realizar, mas era improvável que sobrevivesse em temperaturas tão baixas. Ele queria poder cair naquele lago e poder realizar a vontade que mais prendia seu coração de se libertar, que era a vontade de estar com seu pai.

Perto dali havia uma cabana feita de palha, que parecia apenas um telhado montado na neve. Em uns buracos no meio da palha saíam uns feixes de luz, assim como uma grande luz que saía na abertura triangular, que poderia ser chamada de porta. De lá vinha uma garota agasalhada como Thomas, seu nome era Sofia e usava também um gorro que cobria boa parte do cabelo, seco, armado e embaraçado.

– O quê está fazendo aí sozinho? – ela tentou cruzar os braços mas era difícil com tanta roupa no corpo.

O garoto, voltou a olhar para a água congelada do Lago Waltz, onde do outro lado, bem longe deles, ele via as torres de um enorme castelo. As luzes das janelinhas estavam acesas.

– Não estão comemorando o Natal, Thomas. Aqui não existe Natal. Eu, Felipe e Laura tentamos montar o calendário terráqueo aqui em Aquala e acabamos descobrindo que hoje é dia trinta de julho na Terra.

– Eu acabei estragando a minha festa surpresa, não é? – o garoto riu, meio triste, com um sorriso melancólico.

– Era uma festa de aniversário para você e para o Felipe, e deveria ser surpresa para os dois. Eu e Laura fizemos tudo – falou Sofia, estendendo o braço para que Thomas levantasse. – Venha desejar feliz aniversário para o seu amigo, afinal, você é mais velho um ano, mas ambos fazem aniversário no mesmo dia.

O garoto não segurou a mão de Sofia e voltou a olhar para o castelo, longe deles.

– Vou ter que me sentar? – ela continuou, agachando para sentar-se ao lado do amigo. – Eu me recuso a usar as roupas que os aqualaestes aqui usam. São panos horríveis e sem graça, mas eu usaria só para não sujar as minhas roupas que trouxe da Terra.

– São mais bonitas, mesmo – elogiou Thomas.

Sofia também parou e avistou o castelo do outro lado do lado, onde as imensas árvores tampavam quase toda a visão. Ela respirou fundo.

– Thom, você tem a todos nós…

– Eu sei, eu sei. – ele a interrompeu. – Mas não basta! Vocês são a família que eu escolhi ter, mas eu também escolho ter a minha família de sangue. Queria poder ouvir a voz do meu pai e ouvi-lo me desejar feliz aniversário, mesmo sem presente, como passamos todos esses anos.

– O governador Lamboríe… quero dizer, o ex governador disse que um tal de Arbinelo Treki está a caminho de Longamínis, e que esse homem vai poder ajuda-lo a voltar para a Terra – as mãos de Sofia, aquecidas com luvas, desenhavam no gelo seco da superfície do lago. – Arbinelo é um dos maiores criadores de poderes desde a última Virada Ciclal e já estudou a tribo que sabe se teletransportar. Você poderá aprender muito com ele.

– Lamboríe não está mais no castelo, está? – perguntou Thomas. – Nunca mais o vi.

– Eu o encontrei por esses dias. Desde que renunciou o cargo voltou para a cidade grande, mas acabou voltando para Longamínis.

– Por quê ele voltou?

– Ele disse que além de ser onde está o castelo, um dos pontos sagrados dos deuses, essa província é onde ele pode ficar de olho em você, e tomar conta do descendente do nosso deus, mesmo que da última vez ele não tenha conseguido.

– E deus?

– O quê tem deus? – perguntou Sofia.

– De vez em quando eu paro e penso qual é o plano que Phoerios guardou para a gente, e a única resposta que eu encontro é a pior possível.

– Qual?

– Eu posso ser descendente do nosso deus, mas o que me intriga é lembrar que eu fui o escolhido por ele para ser o guardião da chave para a Sala de Phoerios. Talvez ele só tenha me usado para garantir segurança.

– Em primeiro lugar, você não é o guardião da chave, você é mais que isso, você é a própria chave.

– O que torna tudo pior – retrucou Thomas.

– Mas você esqueceu de que você era um garoto normal até descobrir que era aqualaeste. Depois de tudo o que passamos, você se tornou maior, mais poderoso, e você sabe disso.

– É, eu reconheço que mudei bastante.

– E eu acho que se Phoerios fez de você a chave da Sala, ele guardou pra você o melhor plano de todos. E por onde você estiver, ele estará para ajudar.

– Por quê ele deixaria que a chave fosse qualquer um? – perguntou Thomas em voz alta mas para ele mesmo.

– Você sabe o porquê. Thomas, você não é qualquer um, e nosso deus estará conosco aonde quer que iremos, pois ele quer que terminemos o que começamos. Ele nos ajudará a sair de onde, talvez, ele tenha nos metido.

Naquele instante Thomas deixou aparecer a ponta de uma revista que carregava no grosso casaco que o vestia. Sofia parou de mexer no cabelo louro e frisado no minuto em que ouviu as páginas se amassando quando o garoto se ajeitou sentado na neve. Ela tomou a revista e olhou a capa.

– O quê é isto?

– Quando vínhamos para cá, Felipe me entregou essa revista. Ele pegou com o casal que ia jogar fora, o Sr. e a Sra. Calurgo, que estão hospedados no mesmo corredor que a gente.

– Não estou perguntando o que estou segurando. Óbvio que é uma revista – constatou Sofia enquanto olhava para o casal que estava na capa.

– Felipe disse que são os irmãos Gukpuk. Blestor, o novo governador, e sua irmã Undilla.

– “Extraqualaeste”. Isso é nome de revista? – falou Sofia, fixada no homem engravatado, estrábico, careca e gordo que tomava a capa ao lado de uma mulher com nariz empinado, magra e que vestia como chapéu uma planta carnívora que lhe abocanhou a cabeça. A garota continuou lendo o que havia na capa. – “Extraordinário é só o começo. Conheça o dia a dia dos irmãos que prometeram dias de glória para Longamínis.”

Sofia olhou para Thomas com um olhar preocupante.

– Você também está assim por isso, não está? – ela perguntou.

– Talvez sim. Acho que todos nós sentiremos falta de Lamboríe.

– Espere aí – ela virou-se sentada para o garoto. – Você não deve ficar chateado porque Lamboríe saiu do poder. Vai ser até melhor para todos nós nos aproximarmos dele. Ele tem muitos contatos e vai saber usá-los para nos ajudar, além do mais, agora ele vai ter tempo para a gente. Começando pelo Arbinelo.

– Arbinelo Treki é um velho amigo de Lutile.

– Mas foi Lamboríe que o chamou para que ensinasse o que você deve saber para se aproximar dos duyoktu. E não se esqueça que é essa raça que sabe se teletransportar. Apenas eles.

Sofia olhou também a contracapa da revista com folhas de pano, onde havia uma propaganda de uma casa de turismo aqualaeste.

– “Na Rapis e Rapkos seu destino fica mais perto de você em menos tempo. Consulte nossos pacotes em nossa agência no condado Pertikules, casa 3. Desde a vigésima Menai da Virada Ciclal servindo nossos clientes.”

– Está bem que existem trabalhadores que não possuem um zarmo sequer para poderem voar de um lado para o outro, mas acho que uma agência como essa não tem muito a oferecer num lugar como Longamínis – concluiu Thomas.

– A última Virada Ciclal aconteceu há quinhentos anos, falando como terráquea. A Rapis e Rapkos existe até hoje, deve ter clientes o suficiente para fazer com que exista. Tem algo escrito aqui embaixo que eu não entendi. Deixe-me ler de novo. “Com a nova lei de Blestor Gukpuk, a agência ganhou novos admiradores que se encantaram com os serviços, já que a partir de ontem, foi vetado permanentemente o uso de qualquer meio de locomoção que saia do chão. Continuar – Página 16.”

Thomas e Sofia se entreolharam, assustados com o que acabaram de ler. O garoto se aproximou, não querendo somente ouvir, mas também ler e entender o que estava escrito nas páginas escuras da revista Extraqualaeste. A reportagem dizia o seguinte:

“Não foram somente os cocheiros que ganharam com a nova lei instaurada pelo novo governador Gukpuk, as agências de turismo aqualaestes também fazem a festa.

Na manhã de ontem, dia 2 da quadragésimo terceiro ciclo menai, Blestor Gukpuk disse que a Lei Voarte, que veta montadores independentes de voar, entrou em vigor. O motivo da lei, segundo o governador, é a melhoria da visão do céu, já que, anteriormente havia alegado ter poluição visual nos ares.”

– Isso é besteira! – falou Sofia. – Ele não pode fazer isso. Agora todos vão ficar dependentes das agências?

– Esse não é o pior – lembrou Thomas. – Agora vamos ter que arranjar outra maneira de encontrar a tribo dos duyoktu. Não conseguiremos tão facilmente.

– Não conseguiremos de forma alguma, nem com a ajuda do velho Treki. Vou terminar de ler.

“Esse é apenas o começo – disse o governador Gukpuk à jornalista Jervana – O meu governo pretende fazer algumas mudanças em Longamínis.”

– O quê isso quer dizer? – perguntou Thomas.

– Não sei ao certo – falou Sofia, ao fechar a revista. – Mas tenho certeza de que boa coisa não está por vir.

– Vamos voltar lá para dentro, queria olhar o castelo, fico deslumbrado quando o vejo, mesmo congelando – disse Thomas, com tom de preocupação ao levantar-se. Estendeu o braço para que Sofia fizesse o mesmo.

Aquala estava no meio de um dos invernos mais frios de toda a história, e mesmo Thomas não podendo entrar no Lago Waltz para sentir prazer em ter seu pai ao seu lado durante alguns segundos, ele não deixava de gostar do inverno. O frio que congelava a espinha deixava arrepios gostosos para um garoto que conseguia aguentar tanto a neve.

Embaixo do telhado de palha havia uma mesa comprida de madeira e cadeira ao redor. Poltronas estavam espalhadas pelos cantos, em cima de uma chão oco feito de troncos finos, como uma jangada. Até um bonito tapete com franjas enfeitava a cabana aberta.

Quando passou para dentro, onde a palha armava o telhado a uns dois metros acima dele, Thomas viu um garoto de cabelo curtinho e cacheado com um potuco sentado em sua cabeça. Havia algumas bolas não tão redondas sendo seguradas por cipós. Thomas viu que tinham uma áurea azul em volta, então logo percebeu que eram fígados de Chloetor, o roedor das florestas. O garoto não tinha idéia de como era esse animal, só sabia que seus órgãos eram aproveitados depois que morria, e mesmo que mole e grudento, o fígado era ótimo para iluminar desde os calabouços mais sombrios até as florestas onde havia inúmeras fadas.

Quando o garoto de cabelo cacheado viu Thomas, largou a inderu, que era uma fruta de um metro, em cima da mesa repleta de tortas e doces, e foi falar com o amigo.

– O quê foi? As meninas fizeram isso para a gente – falou Felipe, que tinha um nariz pequeno e grosso com sardas. O monstrinho que estava acima dele esticou o pescoço comprido e anelado e abriu os olhos amendoados, ora pretos ora azuis.

– Eu agradeço de verdade às duas, essa mesa está linda e essa comida muito boa.

– Mas ainda não é tudo – falou Sofia, apontando para a entrada do outro lado, onde havia uma garota com o cabelo ondulado preso num coque, que se esbaldava com um senhor alto e grisalho. Eles eram Laura e Lutile, e faziam doces no ar para enfeitar mais ainda a mesa. Era como segurar uma bola de basquete invisível, e das pontas dos dedos saíam pastas recheadas com sabores inimagináveis. Aquele poder era o mais legal de todos.

Outros convidados estavam naquele pequeno lugarzinho aquecido por uma fogueira no meio da floresta onde a neve caía lentamente. Ophelia, uma menina baixa e gordinha, dançava rodopiando e balançando as mãos como se quisesse matar mosquitos, mas ela só se animava com as canções que se esvaíam do Caixote Ritmo. Quando uma música estava prestes a terminar, Lutile coçava sua pequena barba branca ao pensar no que poderia tocar.

– Escolha uma música – ele dizia à Laura. Ela pensava no que queria ouvir. Quando ela se decidia, o senhor jogava uma bala no ar como alguém que joga uma moeda para tirar cara ou coroa. O doce voava para a boca de Laura, que saboreava durante um instante e depois cuspia na água que transbordava no Caixote Ritmo. Se não acertasse o alvo, a bala faria seu caminho até aquela enorme caixa em cima do tapete. O recipiente era de mármore e estava com água até as beiradas. De um segundo para o outro, a caixa tocava uma outra música, mas naquele momento tocou um coro de Natal.

– Não acredito que queria ouvir isso! – disse um garoto sentado na poltrona e se empanturrando de torta de inderu. Era negro e tinha um cabelo black power tão redondo quanto a barriga de Ophelia.

– Nadjo, eu adoro músicas natalinas – explicou-se Laura. – eu e minha mãe adorávamos, sempre que era véspera de Natal, ouvíamos enquanto comíamos lá em casa.

Thomas olhava constantemente para a garota, pois quando a olhava ele conseguia esquecer dos problemas que o atormentavam dia e noite. Os pensamentos se perdiam na beleza única que Laura tinha, desde o nariz arrebitado e fino com sardinhas até os lábios também finos e delicados. Os dois não conversavam muito, só quando era realmente necessário, pois sempre que começavam a falar sobre assuntos que não fossem para resolver algum problema, seus rostos tornavam-se vermelhos e os olhares começavam a se perder.

O nevisco do lado de fora da cabana tornou-se uma nevasca e a fogueira que flutuava acima do chão feito de troncos foi se apagando. Naquele momento ficou claro que naquela noite todos dormiriam lá.

Ainda havia muita comida em cima da mesa, e antes que acabasse, Guido, um garoto com pouco cabelo na cabeça e rosto com expressões austeras e rígidas, aproveitou para tirar fotografias com a câmera da sua família, que era uma obra de arte à parte. O garoto manipulava uma caixa quase do seu tamanho, onde se escondeu abaixo de um pano preto. Algumas explosões e fumaça fizeram de um simples papel fotografias onde Felipe, seu potuco chamado Luka, e Thomas sorriam ao lado dos doces que sobraram.

O velho Lutile puxou a capa que vestia sobre o casaco e a jogou no ar. O pano, ao encostar no tapete, engrossou, criou espuma e um forro de tecido acolchoado. A capa tinha se tornado um colchão enorme para todos dormirem caso sentissem sono, mas a tempestade de neve que caía lá fora não dava sonolência em ninguém na cabana, todos estavam pra lá de acordados.

– Tive uma idéia, e acho que vocês vão adorar – falou Nadjo, com um sorriso escondido no rosto e olhando com expectativa nos olhos de todos. – Vamos brincar de Cozito Encontro?

– Cozito o quê? – perguntou Guido, agarrado a uma coberta de espessura grossa.

Havia uma espécie de aquecedor que substituiu a fogueira. Era uma pedra gigante que Ophelia trouxe do seu quarto no castelo. Esquisito era pouco para o jeito como eles tratavam uma pedra, mas também não era uma comum, ela era molenga e soltava faíscas como em um pequenino show de fogos.

– Cozitar vocês sabem o que é, não sabem? – continuou Nadjo, e antes que qualquer um pudesse responder, ele mesmo o fez. – Cozitar é um poder que temos de nos esconder em objetos, geralmente nos do nosso tamanho, nos transformando nos mesmos.

– Nós sabemos o que é cozitar, Nadjo, e também sabemos como fazer – intrometeu-se Sofia. – O que não sabemos é que brincadeira é essa.

– É simples – disse o garoto. – Alguém é escolhido para contar devagar até dez. Enquanto conta, os outros deverão cozitar em qualquer objeto que conseguir. A pessoa que conta tem que encostar em algum objeto que achar ser alguém cozitado e dizer o nome de quem é, se errar perde e tem que contar novamente. Se o escolhido para contar for acertando os nomes de quem for encontrando, o primeiro que ele tiver encontrado deverá ser o “contador” na próxima rodada.

Não houve espera e logo Sofia foi empurrando Felipe para que ele começasse a contar.

– Garota, não me toca! Não quero começar sendo o contador.

– Eu conto – disse Thomas ao se levantar do colchão e se aproximar da parede de palha, que por acaso não estava tão fria quanto ele imaginava. – Vou começar!

Todos levantaram depressa e pareceram loucos, afinal tinham apenas dez segundos para encontrar algum objeto discreto para se cozitarem. Felipe correu e tocou na primeira coisa que lhe veio à cabeça, que ele provavelmente adoraria ser, a torta de inderu que estava na mesa e pela metade. Quando o seu dedo indicador encostou na pasta de açúcar, seu corpo todo, com casaco e tudo, foi sugado para a torta.

Guido e Nadjo foram espertos demais, e no momento em que largaram os cobertores, se apressaram em direção à pedra que Ophelia trouxe do castelo. Guido foi mais rápido, e mesmo soltando faíscas de tão escaldante, não negou cozitar e ser sugado pela pedra. Ele sabia que Thomas não a encostaria.

Nadjo, então, sem mais ideias, acabou entrando na poltrona que lá havia, ao contrário de Laura que cozitou no Caixote Ritmo e Sofia que correu para encostar o dedo indicador e ser sugada pelo tênis de Laura.

Ophelia andou de um lado para o outro durante três segundos, pisou no colchão e o adentrou, exatamente como se pula num lago.

Thomas se virou e começou a procurar seus amigos. A primeira coisa que ele viu foi Luka, o potuco de Felipe, sentado como um bebê na poltrona, com as mãozinhas segurando a barriga gorda e flácida. A segunda foi o braço de Ophelia esticado para cima do colchão, o que era bem engraçado, afinal Thomas percebeu que a garota não tinha cozitado direito.

Todos eles brincaram de Cozito Encontro durante várias rodadas. Lutile dormiu bem no sofá, o que deu a entender que os gritos de susto e altas risadas não deixaram seus sonhos nem um pouco turbulentos. Aquela noite foi a mais fria que eles haviam passado em Aquala, mas nenhum deles podia negar que também foi a mais divertida, e brincar foi a melhor escolha que eles podiam ter feito, afinal os fez lembrar que ainda eram crianças.

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